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CÂNCER DE MAMA - RECEPTORES HORMONAIS POSITIVOS

A presença dos receptores hormonais, estudado pela imunoistoquimica, após a biópsia de fragmentos ou material cirúrgico, é uma informação importante para o tratamento desta doença. Funciona como fator prognóstico e para decisão terapêutica. São dois receptores principais: receptores estrógeno (re) e receptores de progesterona (rp). Ou seja, o tumor estudado, tem ou não a capacidade de se ligar a estes hormônios, que servem como estímulo para o crescimento da doença.

Importância do Receptor Hormonal - Certos medicamentos são usados para tratar os cânceres de mama que têm um ou ambos receptores hormonais. A maioria dos tipos de terapia hormonal para câncer de mama aumenta os níveis de estrogênio ou impede o estrogênio de atuar sobre as células cancerígenas. Este tipo de tratamento é útil para o câncer de mama receptor hormonal positivo, mas não funciona em tumores receptores hormonais negativos (RE- e RP-). Todos os cânceres de mama invasivos devem ser avaliados para ambos os receptores hormonais, seja na amostra da biópsia ou quando o tumor é removido cirurgicamente. Cerca de 70% dos cânceres de mama têm pelo menos um desses receptores. Esta porcentagem é maior em mulheres mais velhas do que em mulheres mais novas.



O QUE É CÂNCER DE MAMA HER2 POSITIVO E TERAPIA ALVO?

O termo HER2 são as iniciais em inglês para Receptor 2 do fator de crescimento da Epiderme Humana. É uma proteína que nas células normais, ajuda a enviar sinais de crescimento de fora para dentro da célula. Esses sinais mandam a célula crescer, dividir-se e multiplicar-se.
No câncer de mama HER2 positivo, as células de câncer apresentam um número anormalmente alto de genes HER2 por célula. Quando isso acontece, aparece um excesso de proteína HER2 sobre a superfície da célula tumoral, o que se denomina superexpressão da proteína HER2.
Estudos demonstram que cerca de 25% das pacientes com câncer de mama são do tipo HER2 positivo. A evolução desse tipo de câncer de mama pode ser mais rápida, e por isso é importante fazer o teste do HER2 já na época do diagnóstico da doença. O diagnóstico é feito através de um teste imunoistoquímico (IHQ) que é feito em um fragmento histológico do tumor. Em casos duvidosos, ou seja, a IHQ seja HER2 2+, é necessário um estudo complementar de Hibridização in Situ por Fluorescência (FISH) ou Chromogenic in situ hybridization (CISH).
Nestes casos específico de tumores, o tratamento clássico (cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia) mantém suas indicações, mas também pode ser medicada com uma substância (anticorpo monoclonal) que age especificamente no receptor HER2, como o trastuzumabe.
Trata-se de um tipo de tratamento de câncer dirigido, conhecido como anticorpo monoclonal (também chamado de tratamento biológico dirigido ou terapia alvo). Seriam como “mísseis teleguiados” que tem a capacidade de destruir somente as células que apresentam o HER2 positivo. Por isso, essa medicação não mata as outras células do corpo, e seus efeitos colaterais são muito menores que os efeitos da quimioterapia clássica.
Os estudos clínicos de tratamento adjuvante, adicionar a terapia alvo a quimioterapia reduz o risco de recorrência do câncer em cerca de 50%, em comparação com a quimioterapia isoladamente. Estes tratamentos não substituem nenhum dos tratamentos clássicos, apenas os complementa, se indicados no momento certo e conforme orientação médica.



O CÂNCER DE MAMA E SEUS TRATAMENTOS

O câncer de mama ou carcinoma mamário, é dividido em vários subtipos. Grosseiramente é dividido em carcinomas “in situ” e invasores. O termo “in situ” diz respeito a uma doença inicial, não necessariamente de pequeno tamanho, porém de excelente prognóstico. Geralmente o tratamento principal é a cirurgia. Este pode ser complementado com radioterapia e a hormonioterapia.

As doenças invasoras, termo ruim para descrever esta apresentação da doença, já que remete a falsa impressão de que a doença está presente em outros órgãos. É uma forma mais avançada do que a “ in situ”, que requer geralmente o complemento com quimioterapia, além dos outros tratamentos descritos. Existem subtipos especiais da doença, com suas particularidades e que não serão abordadas neste artigo.

De uma forma resumida temos quatro armas para tratar o câncer de mama: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. Não existe uma “receita fixa” e a utilização de todos os tratamentos nem sempre se faz necessário. A decisão para estes geralmente é tomada após uma avaliação multidisciplinar (mastologista, oncologista clínico e radioterapêuta) e nem sempre está claro a necessidade destes antes da anatomia patológica pós cirúrgica, a qual vai trazer informações importantes como tamanho e grau do tumor, status axilar e o perfil imunoistoquímico da doença.



Curso para aperfeiçoamento cirúrgico do câncer de mama




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